Entendendo a Creatina: O Que Ela Faz Pelo Seu Corpo?

A creatina é um dos suplementos mais estudados e eficazes no mercado para quem busca melhorar o desempenho físico, aumentar a força e promover o ganho de massa muscular. Essencialmente, ela atua como uma fonte rápida de energia para as células musculares, especialmente durante exercícios de alta intensidade e curta duração, como levantamento de peso e sprints. Ao aumentar os estoques de fosfocreatina nos músculos, a creatina ajuda a regenerar rapidamente o ATP (adenosina trifosfato), a principal moeda energética do corpo. Isso se traduz em mais repetições, mais carga e, consequentemente, um estímulo maior para o crescimento muscular ao longo do tempo.

Muitas dúvidas surgem sobre como e quando consumir este suplemento para obter o máximo de seus benefícios. A questão fundamental que paira na mente de muitos praticantes de atividade física é: a creatina é melhor consumida antes ou após o treino? Essa é uma pergunta legítima, pois o timing da suplementação pode influenciar a absorção e a eficácia. Contudo, a resposta não é tão simples quanto um 'sim' ou 'não' para um horário específico, mas sim uma compreensão mais profunda de como a creatina age no organismo e qual estratégia se alinha melhor com seus objetivos e rotina.

A creatina é um composto natural produzido pelo corpo, encontrado principalmente nos músculos e também em alimentos de origem animal como carne vermelha e peixe. No entanto, para atingir níveis que proporcionem benefícios ergogênicos significativos, a suplementação se torna uma ferramenta poderosa. Ao garantir que seus músculos estejam saturados com creatina, você otimiza a capacidade de gerar energia, retardar a fadiga e impulsionar a recuperação. A forma mais comum e estudada é a creatina monohidratada, reconhecida por sua segurança e eficácia.

No universo da suplementação esportiva, a creatina se destaca pela sua robusta base científica. Ela não é um esteroide e não causa dependência. Seu papel principal é apoiar a produção de energia rápida, permitindo treinos mais intensos e, consequentemente, adaptando o corpo a um maior estresse físico, o que, por sua vez, estimula a hipertrofia e o aumento da força. Compreender seus mecanismos é o primeiro passo para utilizá-la de maneira estratégica.

O corpo humano possui mecanismos eficientes para absorver e utilizar a creatina. A saturação muscular é o objetivo principal, o que significa que a consistência no consumo, independentemente do horário exato, é mais importante do que um momento isolado. No entanto, existem nuances que podem otimizar esse processo e maximizar os resultados percebidos, especialmente quando consideramos a relação entre a suplementação e a janela de oportunidade pós-exercício.

A ciência tem investigado profundamente os efeitos da suplementação de creatina, buscando desmistificar dúvidas comuns. Uma das mais frequentes diz respeito ao momento ideal de consumo para obter os melhores resultados. Embora a saturação muscular seja o fator chave, alguns estudos sugerem que o timing pós-treino pode oferecer uma leve vantagem, enquanto outros indicam que antes do treino também pode ser benéfico. O que é consensual é a necessidade de um consumo regular para manter os músculos saturados.

A creatina age fornecendo energia para contrações musculares explosivas. Ela também pode auxiliar na recuperação muscular, reduzindo o dano celular e a inflamação. Estes efeitos combinados criam um ambiente propício para o crescimento muscular e o aumento da força. O debate sobre o momento ideal de consumo visa otimizar esses processos, capitalizando a fisiologia do exercício.

Ao entender o papel da creatina na produção de energia muscular e na recuperação, podemos abordar com mais clareza a questão do timing. A ingestão contínua é o que garante que os músculos estejam sempre abastecidos, mas a forma como você a integra à sua rotina de treino pode influenciar a percepção dos resultados. Vamos aprofundar nisso.

A creatina desempenha um papel crucial na produção de energia dentro das células musculares, auxiliando na rápida regeneração do ATP. Isso permite que você realize mais trabalho durante o treino, o que é fundamental para estimular o crescimento muscular e o aumento da força. A dúvida sobre quando tomá-la — antes ou depois do treino — foca em como otimizar essa entrega de energia e seus efeitos posteriores.

O mecanismo de ação da creatina envolve o aumento dos estoques de fosfocreatina nos músculos. Essa molécula doa um grupo fosfato para o ADP, regenerando o ATP, a principal fonte de energia celular. Durante exercícios intensos, a demanda por ATP é alta, e a creatina ajuda a suprir essa necessidade, permitindo que você treine por mais tempo e com maior intensidade.

O debate sobre o momento de tomar creatina gira em torno de maximizar sua absorção e utilização. Enquanto a saturação muscular é o objetivo final, o período pós-treino é visto como uma janela de oportunidade para a entrega de nutrientes, mas a verdade sobre a creatina é que a consistência diária é mais importante do que o horário exato.

A creatina é um dos suplementos mais estudados e confiáveis para quem busca melhorar o desempenho atlético, aumentar a força e promover o crescimento muscular. Seu principal mecanismo de ação reside em aumentar os estoques de fosfocreatina nos músculos, fornecendo energia rápida para exercícios de alta intensidade e curta duração. A questão de consumi-la antes ou após o treino é frequente, mas a ciência aponta para a consistência diária como o fator mais importante.

Para entender o timing, é crucial saber que a creatina funciona por saturação muscular. Isso significa que o objetivo é aumentar os níveis de creatina nos músculos ao longo do tempo, e não apenas em um momento específico. A suplementação diária, mesmo em dias sem treino, garante que os músculos permaneçam saturados, o que é essencial para colher todos os benefícios, como aumento de força e hipertrofia.

No entanto, a discussão sobre antes vs. depois do treino surge porque o corpo está mais receptivo a nutrientes após o exercício. Vamos explorar os detalhes e as evidências científicas para determinar a melhor abordagem.

A creatina é um suplemento que atua por saturação muscular, tornando a ingestão diária mais crucial que o horário exato.

Timing da Creatina: Antes ou Após o Treino?

A pergunta sobre tomar creatina antes ou após o treino é uma das mais comuns entre usuários. A ciência, embora tenha estudado a fundo a creatina, ainda debate qual momento oferece uma vantagem marginal superior. O consenso geral é que a consistência diária na ingestão é o fator predominante para a saturação muscular e, consequentemente, para a obtenção dos benefícios a longo prazo. No entanto, algumas pesquisas sugerem que consumir creatina no período pós-treino pode ser ligeiramente mais vantajoso.

Estudos comparativos indicam que a suplementação de creatina logo após o treino, especialmente quando combinada com carboidratos e proteínas, pode otimizar a captação muscular. Isso ocorre porque, após o exercício, os músculos estão mais sensíveis à insulina e à absorção de nutrientes, facilitando o transporte da creatina para as células musculares. Essa janela de oportunidade, embora não seja estritamente "limitada" como se pensava, pode potencializar a recuperação e a síntese proteica.

Por outro lado, tomar creatina antes do treino também tem seus defensores e lógica. A ideia é que, ao ingerir o suplemento antes do exercício, você já teria níveis elevados de creatina disponíveis nos músculos para serem utilizados durante a sessão de treino. Isso poderia, teoricamente, permitir um desempenho ligeiramente superior em exercícios de alta intensidade e curta duração, retardando a fadiga e possibilitando um treino mais produtivo.

Um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition, por exemplo, comparou a suplementação pré e pós-treino e observou que o grupo que consumiu creatina após o treino apresentou ganhos ligeiramente superiores em massa magra e força, comparado ao grupo que a consumiu antes. No entanto, é importante ressaltar que as diferenças foram pequenas, e ambos os grupos obtiveram benefícios significativos em comparação com um grupo placebo.

Outro ponto a considerar é a praticidade. Para muitas pessoas, integrar a suplementação em um horário fixo após o treino pode ser mais fácil de lembrar e manter a rotina. Se você treina em horários variados ou não tem uma rotina de refeições pós-treino estabelecida, pode ser mais conveniente tomá-la em outro momento do dia, como pela manhã, garantindo a ingestão diária.

A ciência aponta para uma leve vantagem do consumo pós-treino, mas a consistência diária é o fator mais crítico para a eficácia da creatina.

A Ciência da Saturação Muscular

Para entender por que o timing da creatina gera debate, é fundamental compreender o conceito de saturação muscular. Diferente de suplementos que oferecem um efeito agudo e imediato, como a cafeína, a creatina funciona acumulando-se nos músculos ao longo do tempo. O objetivo é aumentar a concentração de fosfocreatina nas células musculares para níveis superiores aos que seriam obtidos apenas com a dieta.

Quando você começa a suplementar com creatina, seu corpo passa por uma fase inicial de "carregamento" ou simplesmente mantém uma dose diária consistente. Ambas as abordagens visam atingir um platô de saturação. Para a maioria das pessoas, uma dose diária de 3 a 5 gramas de creatina monohidratada é suficiente para manter os músculos saturados uma vez que esse nível tenha sido alcançado. A fase de carregamento, com doses mais altas (cerca de 20g por dia, divididas em 4 doses, por 5-7 dias), pode acelerar o processo, atingindo a saturação em cerca de uma semana, enquanto a ingestão diária de 3-5g pode levar de 3 a 4 semanas para atingir o mesmo nível.

Por que a saturação é importante?

A saturação muscular garante que seus músculos tenham um reservatório adequado de fosfocreatina para utilizar durante esforços de alta intensidade. Isso se manifesta como maior capacidade de gerar força, realizar mais repetições e suportar treinos mais volumosos. Sem a saturação, os benefícios da creatina seriam minimizados, pois não haveria um estoque suficiente para ser mobilizado quando necessário.

Portanto, o foco principal deve ser em consumir a dose recomendada diariamente, todos os dias, incluindo dias de descanso. A suplementação contínua garante que os níveis de creatina permaneçam elevados. A discussão sobre antes ou após o treino, em comparação, é uma busca por uma otimização adicional, um pequeno "boost" que pode complementar os efeitos da saturação regular.

A saturação muscular não ocorre da noite para o dia. É um processo gradual que depende da ingestão consistente e da capacidade do corpo de transportar e armazenar a creatina nas fibras musculares. A compreensão desse processo explica por que pular doses ou depender de um único momento de consumo não trará os resultados esperados. A constância é a chave para desbloquear o potencial máximo da creatina.

A saturação muscular é alcançada através da ingestão diária consistente de creatina, garantindo que os músculos estejam sempre abastecidos.

Benefícios Comprovados da Creatina

Os benefícios da suplementação de creatina são vastos e bem documentados pela ciência, impactando positivamente o desempenho atlético e a composição corporal. O principal deles, como já mencionado, é o aumento da performance em atividades que exigem explosão e força. Isso inclui levantamento de peso, saltos, sprints e qualquer exercício de curta duração e alta intensidade, permitindo que os atletas superem seus limites atuais.

Aumento da Força e Potência

Um dos efeitos mais notáveis da creatina é o incremento significativo na força muscular e na potência. Ao fornecer mais energia rápida, a creatina permite que você levante cargas mais pesadas ou execute mais repetições com a mesma carga. Esse estímulo adicional é crucial para a adaptação muscular e o ganho de força progressivo ao longo do tempo.

Hipertrofia Muscular

A creatina também é um aliado poderoso no ganho de massa muscular (hipertrofia). Ela contribui para isso de diversas maneiras: permite treinos mais intensos e volumosos, o que é um estímulo primário para o crescimento; aumenta a hidratação das células musculares, promovendo um ambiente celular favorável à síntese proteica; e pode influenciar vias de sinalização celular envolvidas no crescimento muscular.

Melhora na Recuperação Muscular

Além de potencializar o treino, a creatina pode acelerar a recuperação pós-exercício. Estudos sugerem que ela auxilia na redução do dano muscular e da inflamação, o que pode diminuir a dor muscular de início tardio (DOMS) e permitir que você se recupere mais rapidamente para o próximo treino. Isso é especialmente valioso para atletas que treinam com alta frequência.

Função Cognitiva

Curiosamente, a pesquisa tem expandido os benefícios da creatina para além do desempenho físico. Evidências emergentes indicam que a creatina pode ter um papel positivo na função cognitiva, especialmente em situações de estresse, privação de sono ou em populações com baixos estoques de creatina (como vegetarianos). Ela parece melhorar a memória de curto prazo e a capacidade de raciocínio.

Apoio para Vegetarianos e Veganos

Para indivíduos que seguem dietas vegetarianas ou veganas, a suplementação de creatina é particularmente benéfica. Como a principal fonte dietética de creatina são carnes e peixes, vegetarianos tendem a ter níveis corporais mais baixos. A suplementação pode ajudá-los a atingir níveis de saturação semelhantes aos de onívoros, permitindo que experimentem os mesmos benefícios de desempenho e recuperação.

O aumento da força e da capacidade de treino são os benefícios mais diretos e procurados da suplementação de creatina.

Dosagem e Tipos de Creatina: O Que Você Precisa Saber

A escolha do tipo e a dosagem correta da creatina são cruciais para garantir sua segurança e eficácia. A forma mais amplamente pesquisada e recomendada é a creatina monohidratada. Ela demonstrou ser altamente biodisponível, segura e eficaz na saturação muscular, sendo geralmente a opção de melhor custo-benefício.

### Creatina Monohidratada: A Escolha Padrão

A creatina monohidratada é a referência no mercado. Existem variações micronizadas, que se dissolvem mais facilmente em líquidos, mas o efeito final é o mesmo da versão tradicional. Para a maioria dos praticantes de atividade física, uma dose diária de 3 a 5 gramas de creatina monohidratada é suficiente para manter a saturação muscular após a fase inicial de carregamento (opcional) ou após algumas semanas de uso contínuo.

### Fase de Carregamento vs. Dosagem Diária Constante

Você pode optar por uma fase de carregamento para atingir a saturação muscular mais rapidamente. Isso envolve consumir cerca de 20 gramas de creatina por dia, divididas em 4 doses de 5 gramas, por um período de 5 a 7 dias. Após essa fase, você passa para a dose de manutenção de 3 a 5 gramas por dia. Alternativamente, você pode simplesmente começar com a dose de manutenção diária (3-5g) e esperar cerca de 3 a 4 semanas para que seus músculos atinjam a saturação completa. Ambas as estratégias são eficazes a longo prazo; a fase de carregamento apenas acelera o processo.

### Outras Formas de Creatina

O mercado oferece diversas outras formas de creatina, como creatina etil éster, cloridrato de creatina (HCL) e nitrato de creatina. Embora algumas prometam maior absorção ou menor retenção de líquidos, a maioria carece de estudos robustos que comprovem sua superioridade em relação à creatina monohidratada. A creatina monohidratada continua sendo a opção mais segura e com melhor relação custo-benefício para a maioria dos usuários.

### Quantidade de Creatina por Dia por Kg

Em termos gerais, a dosagem padrão de 3 a 5 gramas diárias é suficiente para a maioria dos adultos. Não há uma recomendação estrita baseada em 'por kg' para a dose de manutenção, pois a saturação muscular é o objetivo. No entanto, alguns protocolos de carregamento podem considerar peso corporal, mas a dose de 0.3g/kg por dia, dividida em 4 doses, por 5-7 dias, é uma referência comum para a fase de carregamento, não excedendo 20g diárias. Para a manutenção, 3-5g é o padrão.

A dosagem padrão de 3 a 5 gramas de creatina monohidratada por dia é suficiente para a maioria das pessoas atingir e manter a saturação muscular.

Como Misturar a Creatina: Whey, Pré-Treino e Outros

Uma dúvida comum ao suplementar com creatina é sobre como integrá-la à rotina, especialmente em relação a outros suplementos populares. A boa notícia é que a creatina é bastante versátil e pode ser misturada com uma variedade de bebidas e outros suplementos sem comprometer sua eficácia, desde que algumas precauções sejam tomadas.

Pode misturar creatina com whey?

Sim, você pode misturar creatina com whey protein. Na verdade, esta é uma combinação muito popular e conveniente. Consumir creatina junto com uma dose de whey protein após o treino pode ser vantajoso. A proteína do whey ajuda na recuperação muscular, e a presença de carboidratos (se presentes no shake ou consumidos junto) pode auxiliar na absorção da creatina, aproveitando a janela pós-treino. Misture os pós em água ou outra bebida de sua preferência.

Pode misturar creatina com pré-treino?

Também é seguro misturar creatina com suplementos pré-treino. Muitos pré-treinos já contêm ingredientes que visam aumentar a energia e o desempenho, como beta-alanina, citrulina malato e cafeína. Adicionar creatina ao seu pré-treino pode potencializar os efeitos de força e resistência. Certifique-se de que ambos os produtos sejam de boa qualidade e que você esteja ciente da dosagem total de ingredientes ativos que está consumindo.

### O Que Misturar a Creatina?

A creatina monohidratada se dissolve melhor em água morna do que fria, mas pode ser misturada em qualquer líquido. Água é a opção mais simples e eficaz. Sucos de frutas (como uva ou laranja, que contêm carboidratos) também podem ser usados e podem ajudar na absorção devido ao aumento da resposta insulínica. Evite misturar com bebidas ácidas ou alcoólicas em excesso, pois isso pode, teoricamente, afetar sua estabilidade, embora o impacto prático seja mínimo com o uso regular.

### Creatina em Cápsula: Como Tomar

Se você prefere a praticidade das cápsulas, a forma de consumo é mais direta. Basta tomar o número recomendado de cápsulas (geralmente 2-4 cápsulas, totalizando 3-5g) com um copo de água. O momento de tomar as cápsulas segue a mesma lógica da creatina em pó: a consistência diária é o mais importante, mas o pós-treino pode ser uma opção conveniente. Verifique sempre a dosagem por cápsula indicada pelo fabricante.

Misturar creatina com whey protein ou pré-treino é seguro e pode ser conveniente para otimizar sua rotina de suplementação.

Mitos e Verdades Sobre a Creatina

A creatina, por ser um suplemento popular e amplamente utilizado, é cercada por mitos e desinformações. É importante separar o que é cientificamente comprovado do que é apenas especulação ou baseado em experiências isoladas. Vamos desmistificar algumas das crenças mais comuns.

Mito: A creatina causa queda de cabelo.

Esta é uma das preocupações mais frequentes, ligada à ideia de que a creatina aumenta os níveis de DHT (dihidrotestosterona), um hormônio associado à calvície em homens geneticamente predispostos. Uma revisão de estudos publicada em 2021 analisou pesquisas sobre creatina e DHT, concluindo que, embora alguns estudos em rugby tenham mostrado um aumento nos níveis de DHT, não há evidências diretas e robustas que liguem a suplementação de creatina à queda de cabelo em humanos. A predisposição genética continua sendo o fator dominante.

Verdade: A creatina pode causar retenção de líquidos.

A creatina aumenta a hidratação intracelular, ou seja, dentro das células musculares. Isso significa que mais água é puxada para dentro dos músculos, o que pode resultar em um leve aumento do peso corporal e uma aparência mais "cheia" dos músculos. Essa retenção de água é intramuscular e benéfica para a performance e o crescimento muscular, não sendo a retenção subcutânea indesejada associada a inchaço.

Mito: Creatina é prejudicial aos rins.

Este mito é amplamente desacreditado por pesquisas. Em indivíduos saudáveis, a suplementação de creatina, mesmo em doses elevadas e por longos períodos, não demonstrou causar danos renais. Os rins filtram a creatinina (um subproduto do metabolismo da creatina), e seus níveis podem aumentar ligeiramente com a suplementação, mas isso reflete o aumento do turnover da creatina e não necessariamente um mau funcionamento renal. Pessoas com doença renal preexistente devem, claro, consultar um médico antes de usar qualquer suplemento.

Verdade: Creatina tem validade.

Como qualquer suplemento em pó, a creatina, especialmente após aberta, tem uma validade. A exposição ao ar, umidade e calor pode degradar o composto. É fundamental verificar a data de validade impressa na embalagem e armazená-la em local fresco, seco e ao abrigo da luz. Após o preparo em água, a creatina deve ser consumida em um período razoável para garantir sua potência.

Mito: É preciso fazer ciclos de creatina.

Ao contrário de alguns esteroides anabolizantes, a creatina não causa supressão significativa da produção natural do hormônio e não há necessidade de ciclos. Uma vez que os músculos estão saturados, a dose de manutenção (3-5g/dia) apenas mantém esses níveis. Parar de tomar creatina fará com que os níveis musculares retornem ao normal em algumas semanas, sem efeitos negativos duradouros. Portanto, o uso contínuo é seguro e eficaz.

A segurança renal e a ausência de ligação comprovada com queda de cabelo são verdades sobre a creatina, desmentindo mitos comuns.

Considerações Adicionais e Quando Evitar a Creatina

Embora a creatina seja um suplemento seguro e benéfico para a vasta maioria das pessoas que buscam melhorar o desempenho físico e a composição corporal, existem algumas situações e condições onde seu uso deve ser reconsiderado ou evitado. Uma consulta médica é sempre recomendada antes de iniciar qualquer suplementação, especialmente se você possui condições de saúde preexistentes.

Pessoas com Problemas Renais

Como mencionado anteriormente, indivíduos com doenças renais diagnosticadas devem evitar a creatina. Embora a suplementação em pessoas saudáveis não cause danos, para quem já tem a função renal comprometida, o aumento na carga de trabalho dos rins para filtrar subprodutos pode ser prejudicial. É essencial seguir a orientação de um nefrologista.

Pessoas com Condições Hepáticas

Da mesma forma, embora menos comum, pessoas com doenças hepáticas graves também devem ter cautela e buscar orientação médica. O fígado está envolvido em diversas vias metabólicas, e qualquer condição hepática preexistente requer atenção especial antes da suplementação.

Mulheres Grávidas ou Amamentando

A segurança da suplementação de creatina durante a gravidez e a amamentação não foi extensivamente estudada. Por precaução, é recomendado que mulheres grávidas ou em período de amamentação evitem o uso de creatina, a menos que especificamente recomendado por um profissional de saúde qualificado.

### Dicas de Armazenamento e Preparo

Para garantir a qualidade da sua creatina, armazene-a em um recipiente bem fechado, em local fresco, seco e longe da luz solar direta. A umidade é o principal inimigo da creatina em pó, podendo causar aglomeração e degradação. Ao misturar, use água em temperatura ambiente ou levemente morna para uma melhor dissolução. Se preparar um shake, consuma-o em até 1-2 horas para garantir a máxima potência.

### Frequência de Consumo

A recomendação é consumir creatina diariamente. Em dias de treino, o pós-treino é uma janela oportuna. Em dias de descanso, consumir em qualquer horário do dia, como pela manhã ou junto a uma refeição, é igualmente eficaz para manter a saturação muscular. O mais importante é não pular doses para manter os níveis de creatina no músculo.

Pessoas com doenças renais preexistentes, grávidas ou amamentando devem evitar a creatina sem orientação médica especializada.

Quanto Tempo a Creatina Leva Para Fazer Efeito?

A efetividade da creatina não é imediata como a de um estimulante. Seus benefícios são frutos de um acúmulo gradual no organismo. Portanto, a resposta para "quanto tempo a creatina faz efeito" ou "quanto tempo para a creatina fazer efeito" depende da estratégia de suplementação utilizada e da resposta individual de cada pessoa.

### Saturação Lenta vs. Rápida

Se você optar por não fazer uma fase de carregamento e iniciar diretamente com a dose de manutenção de 3 a 5 gramas por dia, levará aproximadamente de 3 a 4 semanas para que seus músculos atinjam os níveis de saturação ideais. Durante esse período, você começará a notar os primeiros sinais de melhora na performance, como maior resistência e capacidade de levantar um pouco mais de peso.

### Fase de Carregamento

Para quem escolhe a fase de carregamento (cerca de 20g por dia, divididas em 4 doses, por 5 a 7 dias), a saturação muscular é alcançada muito mais rapidamente, geralmente em cerca de uma semana. Após completar a fase de carregamento, você passará para a dose de manutenção de 3 a 5 gramas por dia para manter os níveis. Nesse caso, os efeitos mais notáveis podem ser percebidos já na segunda semana de uso contínuo.

### Fatores Individuais

É crucial entender que a velocidade de saturação e a magnitude dos efeitos podem variar entre indivíduos. Fatores como a massa muscular inicial, a dieta (consumo de carne vermelha), o tipo de treino e a genética podem influenciar o quão rápido e em que extensão seus músculos respondem à suplementação de creatina. Algumas pessoas podem notar ganhos mais expressivos do que outras.

Manutenção da Saturação

Uma vez que a saturação tenha sido atingida, a dose diária de manutenção (3-5g) é o que garante que os músculos permaneçam com os estoques elevados. Se você parar de tomar creatina, os níveis voltarão ao normal em aproximadamente 4 a 6 semanas, à medida que o corpo esgota o estoque suplementar e a produção natural se estabiliza. É por isso que a consistência é tão importante para quem busca benefícios a longo prazo.

Os efeitos da creatina são notados após 1-4 semanas, dependendo se há fase de carregamento e da resposta individual.